Terra Santa: A História Viva de Israel e Palestina. Conheça a Historia da Capital Jerusalém e muito mais. Antes de mais nada, poucos lugares no mundo carregam tantas camadas de memória quanto a Terra Santa.
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Logo no início, percebe-se que Israel e Palestina são mais do que territórios: são palcos onde civilizações nasceram, impérios ruíram e três grandes religiões moldaram suas identidades.
Assim, este artigo convida você a explorar uma jornada histórica fascinante, repleta de conquistas, destruições, fé e resistência.
A Terra Santa: berço da fé e da civilização

Em meio aos desertos e colinas do Oriente Médio, a lendária Terra Santa permanece como um mosaico de contrastes profundos.
Por isso, suas paisagens milenares, suas nascentes entre rochas e o céu que parece guardar mil orações ecoam histórias eternas.
Desde então, Israel e Palestina são destinos que impressionam não apenas por sua geografia singular, mas também por sua importância espiritual, política e cultural.
Jerusalém: a cidade que renasceu mais de quarenta vezes
No coração dessa narrativa, surge Jerusalém, uma das cidades mais complexas e reverenciadas do mundo.
Ao longo dos séculos, ela foi conquistada mais de 40 vezes, destruída, reconstruída e disputada por reis, impérios e povos.
A partir de 1.000 a.C., o rei Davi estabeleceu ali a capital de Israel. Em seguida, seu filho Salomão ergueu o Primeiro Templo, no Monte do Templo, considerado uma ponte entre o céu e a terra.
Entretanto, em 586 a.C., a cidade viveu sua tragédia: o Templo foi destruído pelos babilônios, e o povo judeu foi levado ao exílio.
Séculos depois, sob domínio persa, os judeus retornaram e ergueram o Segundo Templo, ampliado e transformado no centro da fé judaica. Contudo, no ano 70 d.C., ele também caiu — desta vez pelas mãos dos romanos.
Hoje, o que restou é o Muro das Lamentações, símbolo de identidade, resistência e fé para o povo judeu.
Jesus de Nazaré: a mensagem que mudou o mundo
Num tempo de fortes tensões, uma nova voz começou a ecoar nas ruas de Jerusalém: a de Jesus de Nazaré. Com isso, sua mensagem de amor, compaixão e perdão tocou multidões, mas também despertou oposição política e religiosa.
Após sua prisão, ele percorreu com a cruz as ruas da cidade até o Gólgota, onde foi crucificado entre dois homens.
Três dias depois, seus seguidores anunciaram que ele havia ressuscitado, evento que transformou a história humana para sempre.
Por esse motivo, a Igreja do Santo Sepulcro é hoje um dos principais centros de peregrinação cristã.
Além disso, é no Monte Sião que o Cenáculo relembra a Última Ceia, um dos momentos mais íntimos da vida de Jesus.
O Islã e o esplendor do Domo da Rocha

Com a chegada dos muçulmanos em 638 d.C., Jerusalém iniciou uma nova era espiritual. Segundo a tradição islâmica, foi dali que o profeta Maomé ascendeu aos céus.
Por essa razão, o Domo da Rocha — com sua cúpula dourada reluzente — tornou-se um dos monumentos mais emblemáticos do mundo islâmico.
Os quatro bairros da Cidade Velha
Atualmente, Jerusalém é um mosaico que reúne:
- O Bairro Judeu;
- Bairro Cristão;
- Ainda o Bairro Muçulmano;
- e por fim o Bairro Armênio;
Assim, cada rua guarda séculos de devoção, disputas, cultura e resistência.
Monte das Oliveiras: onde fé e eternidade se encontram
Localizado a leste da Cidade Velha, o Monte das Oliveiras abriga mais de 150 mil sepulturas judaicas.
Para os cristãos, ele é palco de episódios decisivos da vida de Jesus. Para o Islã, será o lugar do Juízo Final.
Além disso, dele se vê uma das paisagens mais icônicas de Jerusalém, com o Domo da Rocha em destaque.
O século XX e as tensões modernas
Com a criação do Estado de Israel, em 1948, surgiram novas disputas sobre o controle de Jerusalém. Desde então, israelenses e palestinos reivindicam a cidade como parte fundamental de suas identidades nacionais.
Belém: do nascimento de Cristo às mensagens de Banksy
A poucos quilômetros dali, Belém se destaca como o local de nascimento do rei Davi e, para os cristãos, de Jesus Cristo. Por isso, a Igreja da Natividade é um dos templos mais visitados da Terra Santa.
Contudo, a cidade também expressa a realidade moderna do conflito.
É nesse cenário, entre muros cinzentos, que o artista Banksy transformou Belém em um mural a céu aberto, com obras que denunciam injustiças e clamam por liberdade.
Mar Saba: o mosteiro suspenso no deserto
Mais adiante, no deserto da Judeia, o Mosteiro de Mar Saba surge como uma das joias mais antigas do monasticismo cristão.
Fundado em 483 d.C., ele se mantém ativo até hoje, preservando tradições austeras e séculos de contemplação.

Jericó: o oásis de 10 mil anos
Enquanto avançamos pelo deserto, surge Jericó, uma das cidades mais antigas do mundo, habitada há mais de 10.000 anos.
Segundo arqueólogos, suas muralhas estão entre as mais antigas já descobertas.
Segundo a Bíblia, elas ruíram ao som das trombetas de Josué.
Além disso, Jericó é um milagre natural: suas fontes de água sustentam o oásis há milênios.
A fauna da Judeia: vida em meio ao impossível
Mesmo em meio ao calor intenso, animais como o íbex-do-deserto escalam paredões íngremes com habilidade impressionante.
Quando a noite chega, a coruja-das-torres entra em ação, caçando silenciosamente graças à estrutura única de suas asas.
Ao amanhecer, o abutre-do-Egito sobrevoa as montanhas, símbolo da persistência da vida no deserto.
Dessa forma, a Terra Santa não é apenas um destino turístico: é um território onde o passado conversa com o presente a cada pedra, cada templo e cada ruína.
Assim, Israel e Palestina formam uma das regiões mais extraordinárias da humanidade, um palco permanente onde fé, história e resistência constroem convivências.













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