Cinco mentiras sobre a Igreja Católica — e como a História e a Razão as desmentem

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Cinco mentiras sobre a Igreja Católica desmentidas no podcast sobre falácias contra a Igreja. O vídeo está inserido no final do artigo.

Ao longo dos séculos, a Igreja Católica tem sido alvo de inúmeras críticas e distorções históricas. Entretanto, muitas dessas acusações nasceram de preconceitos iluministas ou interpretações superficiais dos fatos.

No podcast sobre falácias anticristãs, Felipe Aquino e Alam Carrion analisam cinco das mais difundidas mentiras sobre a Igreja — e as desmentem com base em documentos, fatos e história.

1. A Igreja é inimiga da ciência

Antes de tudo, é importante destacar que a suposta oposição entre Igreja e ciência é uma das maiores falácias históricas.

 Desde a Idade Média, a Igreja foi responsável pela criação de universidades, bibliotecas e centros de estudo que deram origem à ciência moderna.

Além disso, Carrion lembrou o ensinamento de São João Paulo II em Fides et Ratio: “A fé e a razão são como duas asas que elevam o ser humano para contemplar a verdade.”

Em outras palavras, para o cristianismo, a fé não anula a razão — ela a complementa.

Por fim, o professor Felipe Aquino destacou que padres, monges e bispos foram os principais cientistas da Idade Média.

Universidades como Oxford, Sorbonne e Cambridge nasceram sob a tutela da Igreja. Portanto, é incorreto afirmar que o cristianismo atrasou o progresso científico — pelo contrário, ele o impulsionou.

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2. O Vaticano apoiou o nazismo

Frequentemente, o Papa Pio XII é acusado de ter sido conivente com o nazismo. No entanto, Alam Carrion desmente essa narrativa, chamando-a de “fake histórico”.

De fato, registros históricos e testemunhos de judeus mostram que o Papa atuou secretamente para salvar milhares de vidas. Conforme relatado por Carrion, “Pio XII combateu o nazismo de A a Z”, chegando a abrigar mais de 5 mil judeus dentro do Vaticano.

Além disso, o livro Papa contra Hitler, de Mark Riebling, apresenta evidências concretas das ações do pontífice contra o regime de Hitler.

O silêncio do Papa, muitas vezes criticado, foi na realidade uma estratégia para proteger inocentes durante a Segunda Guerra.

3. A Bíblia foi deturpada ao longo dos séculos

Muitos críticos afirmam que a Bíblia sofreu alterações ao longo do tempo. Contudo, a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em Qumran, desmente essa alegação.

De acordo com Felipe Aquino, o livro de Isaías encontrado nos manuscritos — datado do ano 70 d.C. — é idêntico à versão preservada pela Igreja mil anos depois. Essa coincidência demonstra a fidelidade com que as Escrituras foram transmitidas.

Além disso, Aquino lembrou que os próprios racionalistas iluministas, ao tentarem provar erros nos Evangelhos, acabaram reforçando sua autenticidade.

 O filósofo Adolf von Harnack chegou a admitir: “Tentamos destruir os Evangelhos, mas criamos um pedestal para que a Igreja os colocasse acima de tudo.”

4. O Papa é infalível em tudo o que diz

Com frequência, a doutrina da infalibilidade papal é mal compreendida. Muitos acreditam que o Papa nunca pode errar — o que não é verdade.

Na realidade, como explicou o professor Aquino, “infalibilidade não quer dizer impecabilidade”. Ou seja, o Papa é um homem sujeito a falhas humanas.

No entanto, quando fala *ex cathedra* — oficialmente, sobre fé e moral —, ele é protegido de erro pelo Espírito Santo.

Carrion completou: “A infalibilidade está ligada ao cargo, não ao homem.” Portanto, o dogma não torna o Papa perfeito, mas assegura que os ensinamentos essenciais da Igreja não se desviem da verdade revelada.

5. A Igreja nunca se opôs à escravidão

Por fim, outra falácia recorrente é a de que a Igreja teria apoiado a escravidão. Entretanto, desde o século XV, papas já condenavam essa prática.

O professor Aquino recorda que, em 1434, o Papa Eugênio IV excomungou quem escravizasse nativos nas Ilhas Canárias. Essa condenação foi repetida por outros pontífices, como Nicolau V.

Além disso, bispos espanhóis levaram aos reis católicos propostas de defesa dos negros e indígenas, e pregadores como o Padre Antônio Vieira denunciaram duramente os abusos contra os escravizados.

Assim, a Igreja se posicionou contra a escravidão muito antes de a pauta se tornar uma bandeira social moderna.

Em suma, as cinco mentiras analisadas — sobre ciência, nazismo, Bíblia, infalibilidade e escravidão — mostram como a história da Igreja Católica é frequentemente deturpada.

Ao investigar as fontes e ouvir especialistas como Felipe Aquino e Alam Carrion, fica evidente que fé e razão caminham juntas e que a Igreja teve, e ainda tem, um papel essencial na formação da civilização ocidental.

Fonte: Adaptado do artigo publicado por Brasil Paralelo: [“Veja 5 mentiras sobre a Igreja Católica desmentidas por Felipe Aquino e Alam Carrion”](https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/veja-5-mentiras-sobre-a-igreja-catolica-desmentidas-por-felipe-aquino-e-alam-carrion)

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